As chamadas civilizações pré-colombianas são as que se desenvolveram na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1942. Dessas civilizações, as três que mais se destacaram foram: os maias, os astecas e os incas.
Mas apesar de conhecemos as três grandes principais civilizações americanas, tivemos ao longo dos séculos vários outros povos como: Olmecas, Teotihuacanos, Toltecas, Zapoteca, Mixteca, Totacana, Tarasca e culturas pré-incaicas (Chavin, Mochica, Paracas, Vicus, Pucara). A seguir faremos um resumo sobre as três civilizações mais estudadas da história da América.
- Maias
O povo maia é considerado o mais avançado grupo humano pré-colombiano, que segundo algumas datações recentes, teria existido durante cerca de 1.100 anos atrás. As pesquisas arqueológicas informam que esses povos teriam sido nômades e praticado a pesca e a coleta de alimentos, posteriormente se tornariam sedentários, vindo a praticar a agricultura que se tornou a principal atividade econômica.
→ Localização: Sul do México, na Península de Yucatã. Atualmente essa civilização era localizada nos países da Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize.
→ Economia: baseada na agricultura, com destaque para o cultivo de milho, cacau e batata; Comércio e as terras eram propriedade do Estado.
→ Sociedade: Estamental (sem mobilidade), observe a figura abaixo:
Teocracia hereditária: seus líderes máximos eram vistos como um representante dos deuses na terra, e era hereditário porque o poder passava de pai para filho.
Cidades-Estado: cidades independentes onde cada uma tinha seus líderes, sua população e suas leis específicas, as cidades que mais se destacaram foram Tikal, Copán, Palenque e Chichén Itzá.
→ Religião e Cultura: Eram politeístas e os seus deuses tinham os mesmos poderes que as forças da natureza; Na arquitetura, os maias eram famosos pelas construções de pirâmides com escadarias; eles faziam esculturas em terracota, famosos por serem exímios astrônomos (inclusive foram deles o desenvolvimento do calendário) e matemáticos (criaram o número zero).
- Astecas
→ Economia: essencialmente agrícola, sua produção era voltada para o cultivo de milho, feijão, algodão e cacau; os astecas criaram um sistema denominado de chinampas que eram canteiros flutuantes feitos com junco trançado feitos especialmente para o desenvolvimento dos cultivos acima; além disso, as terras eram consideradas do Estado e parte da sua produção agrícola era voltada para o comércio.
→ Sociedade: assim como a civilização maia, os astecas tinham uma sociedade estamental (sem mobilidade).
→ Política: tinham uma teocracia militarista, ou seja, um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais que estão submetidas a religião. Isso inclui que o exército era comandado pelo próprio Imperador.
→ Economia e Cultura: eram politeístas (seus deuses eram de acordo com as forças da natureza), e tinham sacrifícios humanos. Além disso, na arquitetura deixaram pirâmides, palácios e sistemas de irrigação; esculturas em terracota e na astronomia também criaram um calendário.
- Incas
→ Economia: baseada na agricultura tendo como produtos principais o milho e a batata; No Império Inca, os camponeses realizavam vários trabalhos compulsórios, os camponeses ainda eram obrigados a entregar ao Estado parte de tudo o que fiassem e tecessem. Havia também a mita, pela qual os camponeses deveriam trabalhar nas terras dos kuraka ou nas terras destinadas à produção para os incas durante alguns meses do ano
→ Sociedade: Estamental (sem mobilidade)
→ Política: tinham uma teocracia militarista
→ Religião e Cultura: eram politeístas (seus deuses eram de acordo com as forças da natureza), tinham sacrifícios humanos e de animais como lhamas. Na astromonia criaram um calendário; produziam Chicha, uma espécie de bebida fermentada de milho; falavam Quíchua (uma antiga língua) e construíram estradas.
- Referências
CHAVES, Luciane Azevedo. História das Américas I. 1ª edição. INTA - Intituto Superior de Teologia; PRODIPE - Pró-Diretoria de Inovação Pedagógica. Sobral, 2016
LIMA, Luis Eduardo Pina. História das Américas I. CESAD. Universidade Federal de Sergipe: São Cristóvão/SE, 2010.
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